domingo, 15 de abril de 2012

Nowadays

Abril de 2012.. E eu aqui.

Todos os planos possíveis e imagináveis na minha cabeça. Todas as idéias, todos os anseios. Pena que toda a criatividade, toda a imaginação é sufocada pela massiva rotina, pelos compromissos e pelas cobranças.

A ilusão de que a faculdade seria aquele sonho de liberdade tornando-se realidade passou longe. Nunca me senti tão pressionado e induzido à fazer trabalhos e realizar projetos. Não estou satisfeito com a metodologia da minha faculdade, mas mesmo assim não vou desistir. Irei até o fim e vou ter meu diploma nas mãos.

O que me surpreende cada vez mais é a cidade de São Paulo. Morar aqui está sendo um aprendizado maior do que eu já tive na minha vida inteira. Não só por morar sozinho, mas por morar aqui, na selva de concreto. Por mais que seja suja, congestionada, feia e esteja fadada ao caos, São Paulo tem algo de especial. Algo que eu ainda não descobri, mas vivencio a cada dia que passa. Situações, noites, aventuras. Este é o meu lugar.

Como sempre, texto sem nexo. Reflexo dos meus sentimentos.

quinta-feira, 8 de março de 2012

O bom filho..

...à casa torna.

T
ô naquele momento da vida em que tudo acontece rápido, ao mesmo tempo e acaba te sufocando, já passaram por isso? A última vez que me senti tão corrido assim foi em 2007. Mas mesmo assim, um momento de paz no meio da semana corrida, ou uma postagem sobre algum artista que admiro, vai me ajudar a respirar...

Depois de tanto tempo afastado desse blog, resolvi voltar, porque escrever é uma terapia e engrandece a alma.Sempre bom escrever aqui. Num espaço calmo, sem a loucura e visibilidade do Facebook e sem a fugacidade do Twitter, para expôr minhas idéias e meus pensamentos.

Leitores, bem vindos de volta, sinto falta da época que esse blog ocupava um grande espaço na minha vida e que escrever aqui era mais do que um hobbie, era um compromisso. Agora tá tudo diferente, mas eu continuo o mesmo. Sempre que der na telha vou escrever.

sábado, 22 de outubro de 2011

Gratidão

Estou com o notebook da minha mãe, na sala de jantar, no meio da casa, nesse silêncio que é o condomínio, com a minha cadela dormindo, meus pais também e a minha irmã fazendo Enem. Apenas Adele cantando e o vento acompanhando a melodia.
Mais paz, impossível.

Um momento de reflexão, de análise. Dezenove anos nessa estrada. Dezenove anos vivendo, experimentando, amando, emocionando, dançando, me emocionando, curtindo, dormindo.. Uma vida repleta de altos e baixos, de emoções, de grandes amores, de intensidade. É isso. Se tem uma palavra que pode definir os meus últimos anos é INTENSIDADE. Tenho orgulho de ter conseguido aproveitar os momentos bons e ruins. Orgulho de ter construído tanta coisa boa, de ter tanta história pra contar.
De ser alguém completo.

Esse ano, em especial, tive um turning point like no others. Mudei de cidade, de estilo de vida, de prioridades. A essência continua em mim, continua crescendo. A dança, mesmo que em pausa, está aqui dentro, só esperando a primeira oportunidade pra reaparecer. E eu sei que isso vai acontecer.

Esse ano conheci pessoas maravilhosas, pessoas realmente especiais... Vivi momentos épicos com meus amigos (que aliás, merecem um texto só pra eles de tanta coisa que vivemos), vivi grandes momentos com a minha família (sempre comigo, sempre mesmo!), grandes novidades, grandes notícias, grandes conquistas. 2011 foi e está sendo um ano grande pra mim. E sei que ainda tem muito pela frente.

Ou seja, no fim do ano escrevo mais, hoje é dia de comemorar. E AÍ KD CHAMPAGNE

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Nuances

Eu fico feliz com a faculdade que eu faço, com o curso que eu escolhi, com o estágio que eu consegui, com a cidade em que eu moro. Estou bem com a minha vida, estou bem com minhas escolhas, mas às vezes sinto que tem algo faltando. Eu não quero ficar preso. Tenho muito para conhecer ainda. Tenho muito para viver.

A dança me transportava para os lugares mais loucos desse planeta, a dança me levava à um patamar diferente. Estar nos palcos significa ter o mundo em minhas mãos, me emocionar e gerar emoção nos outros era como respirar para mim. Isso faz falta. Mas também não sei se é só isso. Eu observo os programas de intercâmbio para estudos e trabalho, vejo os valores, pesquiso, me interesso e aí volto pra realidade e lembro que estou amarrado por aqui.

É como comer petit gateau e sentir o quente e o frio. O contraste. Vivo assim, feliz e triste ao mesmo tempo. Vivo o contraste. Satisfeito e inquieto ao mesmo tempo. A única certeza que eu tenho é de que por mais encaixado que eu esteja em São Paulo, tem algo pra mim lá fora... Em algum canto desse planeta.


quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Passando

Aquela fase da vida em que você se blinda, se fecha. E por mais cheio de vida que você esteja, você está parado por dentro. Aquela fase normal, que todo mundo vai passar, uma fase sem depressão, mas com muita reflexão. Uma fase em que você se pega pensando longe. A fase em que você não consegue responder suas próprias perguntas, mas continua perguntando. Uma fase em que você olha para trás e percebe que tudo aconteceu como tinha que acontecer. A fase que você sabe que vai passar.. Afinal, é apenas uma fase.
Thank God you blew it
Thank God I dodged the bullet
I'm so over you
So baby good lookin' out

I wanted you bad
I'm so through with it
Cuz honestly you turned out to be the best thing I never had
You turned out to be the best thing I never had
And I'm gon' always be the best thing you never had
I bet it sucks to be you right now.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Guarda-roupas.

Na nossa vida, tudo pode ser entendido e compreendido através de metáforas e, procurando uma para definir as amizades e os vínculos que criamos nessa vida, encontrei uma ótima...

As amizades são como um armário de roupas. Existem as primeiras gavetas com as roupas que mais usamos e mais nos sentimos confortáveis. Existem aquelas blusas preferidas esticadas num lugar especial. Existem aquelas gavetas só com roupas coloridas e alegres que usamos em dias felizes. Existem as roupas que usamos no dia à dia, essas já não gostamos tanto, mas temos que usar por obrigação. Existem as roupas que usamos só pra sair e nos divertir. Existem as roupas novas que podemos colocar em uma gaveta separada ou misturar com as antigas. Existem vários outros compartimentos no armário onde guardamos nossas maiores lembranças. Existem também a parte de cima que guardamos as malas e a parte do fundo, onde sempre achamos roupas que nem lembrávamos mais que tínhamos.

Isso sem falar naquelas roupas que já tiramos do guarda-roupa faz tempo e, ou usamos como pano de chão na área de serviço, ou já doamos para alguém que faça melhor uso. Aquelas roupas que rasgaram e descosturaram, ou até mesmo aquelas que emprestamos para alguém e voltou manchada.

Nosso guarda-roupas é assim mesmo, existem aquelas peças especiais que você vai inconfundívelmente usar pro resto da sua vida, mas também existem aquelas que estão só de passagem, e acabam sumindo, sem você nem saber porque.